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ENTREVISTA - ANA TERESA LEHMANN

Secretária de Estado da Indústria

Assumiu a pasta da Indústria há cerca de 5 meses e desde então tem acompanhado os vários setores de perto. Qual o retrato que faz da indústria nacional?

Portugal está a atravessar um bom momento ao nível do crescimento económico, expresso no aumento das exportações e redução do desemprego, com a indústria a ter um papel essencial nesta criação de valor. A indústria portuguesa é diversificada e tem inúmeros focos de excelência, nos mais variados setores. Mas inegavelmente está cada vez mais forte, inovadora e competitiva, o que se exprime no aumento de encomendas e na penetração crescente nos mercados externos. Para reforçar este impulso vamos dar continuidade e executar as medidas para a indústria 4.0 e prosseguir com a estratégia para o empreendedorismo e com a política de clusters, aprofundando e escalando estas dinâmicas e introduzindo algumas abordagens complementares, como o fomento das ligações entre grandes empresas e empresas de menor dimensão.

Claro que ainda existem desafios e o que os muitos empresários, associações e clusters com quem tenho dialogado mais referem é a falta de recursos humanos qualificados para a indústria e a necessidade de que a qualificação acompanhe a inovação. É crítico apostar em iniciativas de formação virada para a indústria e para as necessidades concretas das empresas. E atrair os jovens para a indústria, que oferece carreiras de longo prazo, qualificadas e prestigiantes.

 

E mais especificamente sobre o setor da joalharia? 
O que mais a surpreendeu?

O setor da joalharia tem sido muito dinâmico a nível criativo e de design. A chegada de novos empreendedores e joalheiros ao mercado, com profissionais muito criativos, contribui positivamente para o crescimento da atividade. Aliados ao saber fazer e à grande qualidade de empresas e profissionais mais estabelecidos. A indústria da joalharia é um excelente exemplo de inovação na tradição. A tradição joalheira alia-se à inovação nos métodos de produção, no design, na criação de uma imagem própria e de uma marca e a técnicas de gestão que permitem o crescimento sustentado das empresas. De referir também que o próprio consumidor, mais exigente, procura produtos que apostam na diferenciação e na personalização e os criadores portugueses de jóias têm sabido responder a esse desafio. Quero referir também a campanha de promoção internacional “Portuguese Jewellery – Shaped With Love” também permitiu o reforço da notoriedade e do posicionamento da marca nos mercados internacionais.

Queria vincar aqui, também, o papel fundamental que a AORP tem desempenhado na projeção do setor tanto a nível nacional como internacional, com uma visão inovadora, cosmopolita e muito contemporânea, e com um trabalho consistente e muito profissional que representa e comunica a grande qualidade do setor.

 

Quais considera serem os principais eixos de competitividade do setor?

A aposta no design, na diferenciação e personalização de produtos e a criação de uma marca distintiva suscetível de reconhecimento internacional. A forte aposta nas exportações também tem sido um fator diferenciador da joalharia portuguesa. De destacar que, no âmbito do COMPETE2020, foram lançados vários avisos de apoio à internacionalização e à inovação a que o setor também pode recorrer, e tem recorrido, dando resposta às legítimas necessidades das empresas às ambições do setor.

 

Leia a entrevista na íntegra aqui.


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27 · 12 · 2017