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DESAFIOS À INTERNACIONALIZAÇÃO SETOR DA OURIVESARIA E RELOJOARIA

ESTUDO DELOITTE

O estudo “Desafios à Internacionalização do Setor da Ourivesaria e Relojoaria” foi promovido pela AORP, em colaboração com a Deloitte e cofinanciado pelo COMPETE 2020, com o principal objetivo de desenvolver o setor em Portugal, sobretudo através do estímulo das exportações nacionais.

Em Portugal, o setor tem acompanhado o crescimento registado a nível internacional, sendo que entre o período de 2015 a 2018, o setor de Ourivesaria e Relojoaria português registou um crescimento de 17% do volume de negócios para 1.049 M€, de 20% do número de trabalhadores para 10.337, de 15% do VAB para 233 M€ e de 1,3 pontos percentuais de rentabilidade para 8,4% em 2018.

Apesar de ser expectável que a pandemia Covid-19 resulte numa redução do comércio internacional, os dados de exportações apurados até final de 2019 mostram que as exportações portuguesas cresceram 23% entre 2015 e 2019 para 208 M€, apesar do saldo da balança comercial portuguesa do setor em 2019 continuar negativo (- 105M€)

Considerando este saldo negativo, de forma a entender os desafios à internacionalização, foi, primeiramente, realizado um Workshop de reflexão, no qual se pretendeu obter uma avaliação qualitativa dos desafios à internacionalização do setor, que contou com a participação de 16 entidades relevantes, incluindo entidades institucionais, garantindo assim a representatividade de toda a cadeia de valor do setor.

Posteriormente, de forma a validar quantitativamente as principais conclusões do Workshop, foi realizado um inquérito de auscultação aos operadores económicos do setor, tendo sido recebidas 68 respostas.

Algumas das principais conclusões do inquérito foram as seguintes:

- 87% dos operadores económicos que responderam concordam que o reduzido investimento público para a promoção do setor representa um obstáculo para a internacionalização das marcas e dos produtos nacionais.
- 84% considera que a criação de canais digitais que facilitem a venda internacional de forma centralizada seria relevante para o comércio internacional.
- Cerca de 80% dos operadores económicos consideram que a falta de concorrência na atividade de certificação, a reduzida eficiência do processo atual e o respetivo custo associado representam desafios à internacionalização do setor.

Foram também analisados os modelos de certificação aplicáveis em Espanha, França e Itália, tendo-se concluído que se tratam de modelos mais liberalizados face ao português, verificando-se concorrência entre entidades certificadoras (públicas e privadas), impactando positivamente a eficiência do processo e resultando na disponibilização de serviços complementares.

O estudo foi concluído com a identificação de um conjunto de recomendações que visam a internacionalização do setor, através:
- Do desenvolvimento e promoção de uma marca de Ourivesaria portuguesa;
- Do aumento da presença internacional do tecido empresarial português;
- Da revisão da legislação referente ao modelo de certificação;
- Da capacitação do capital humano do setor;
- Da modernização de infraestruturas e equipamentos, suportadas por um maior financiamento através de fundos comunitários.

Poderá encontrar o relatório final do estudo aqui.

 


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15 · 10 · 2020